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O Dia em que a Itália Se Sentou no Banco do Brasil

  • campusaraujo
  • há 1 dia
  • 1 min de leitura
IMAGEM COLORIDA DO TECNICO ANCEOLLI SEGURANDDO UMA BOLA NUM ESTADIO DE FUTEBOL

Paolo Rossi Nunca Foi Embora


A Seleção Brasileira agora tem um técnico italiano. Achei curioso. Em 1970, nós fizemos 4 a 1 na Itália na final da Copa do Mundo e passamos décadas contando essa história como quem exibe um troféu de família. Mas o futebol, essa criatura mal-educada, adora devolver ironias.


Chegou 1982 e apareceu um sujeito chamado Paolo Rossi. O homem fez três gols e mandou embora aquela Seleção Brasileira que muitos juram ter sido a melhor que já viram. Até hoje, quando escuto o nome Sarriá, sinto que não é um estádio; é um estado de espírito.


O brasileiro tem uma relação curiosa com o passado. Guarda Pelé numa moldura dourada e Paolo Rossi numa gaveta que nunca consegue fechar. Somos um povo que coleciona glórias e traumas com o mesmo carinho. Agora vejo um italiano comandando o Brasil. Há quem ache absurdo. Eu não.


A História ensina que antigos adversários acabam sentando-se à mesma mesa. Romanos governaram gregos e terminaram apaixonados pela cultura grega. Franceses e ingleses passaram séculos em guerra e hoje disputam apenas quem faz o pior café.


Talvez um italiano consiga lembrar aos brasileiros uma coisa que esquecemos: camisa não ganha jogo, memória não faz gol e nostalgia não marca lateral. Olhei pro Botox e perguntei o que ele achava. Ele abanou o rabo. Cachorros não têm rivalidades históricas. Talvez por isso sejam mais felizes do que torcedores.



 
 
 

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